sexta-feira, 26 de junho de 2009

Diagnóstico e prevalência do excesso ponderal




É preciso saber diferenciar obesidade, sobrepeso e composição corporal.

Freqüentemente são utilizados os termos peso excessivo (overweight), gordura excessiva (overfat) e obesidade. Cada termo assume uma freqüência e um significado diferente dependendo da situação analisada e do contexto de sua utilização.

O peso excessivo é muitas vezes confundido com gordura excessiva, o que não deveria ocorrer: a condição de peso excessivo se refere a um peso corporal que ultrapassa a média para a estatura, tendo como tolerância alguma unidade de desvio-padrão. Nem sempre é possível relacionar esse peso com gordura corporal, como por exemplo, no caso de atletas fisiculturistas, cujo peso total é representado por uma grande porcentagem de massa magra. Nesse caso deve-se optar por outros métodos mais específicos para determinar a gordura corporal, como pesagem hidrostática, pregas cutâneas e circunferências.

A World Health Organization – WHO, preconizou a utilização do índice de massa corporal (IMC), que é expresso pela relação peso (kg)/altura2(m), como um indicador que deveria ser aplicado com proposta de rastrear facilmente excesso ponderal e viabilizar comparações entre países, propondo pontos de corte para eutrofia, pré-obesidade (ou sobrepeso) e obesidade.

Outra medida utilizada para avaliar a obesidade é a circunferência da cintura (CC), como preconiza a OMS, que deve ser tomada do ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca (o ponto mais estreito do tronco) e configura um ótimo preditor da obesidade visceral em adultos.

Entre os jovens o aumento da obesidade quase dobrou nos últimos 15 anos. O peso excessivo inclui hoje 20% das crianças norte americanas e 12% dos adolescentes (OMS, 2004). Essa adiposidade em demasia entre os jovens representa um risco para saúde ainda maior quando adulto do que o obeso que foi magro em sua adolescência. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia a criança e o adolescente com peso excessivo, independente do seu peso corporal final quando adultos, apresentam riscos bem mais elevados de uma grande gama de enfermidades como adultos, do que os adolescentes com peso normal.

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