
segunda-feira, 6 de julho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Alimentação, atividade física e obesidade

A principal causa do aumento da obesidade nos EUA e no mundo pode realmente estar ligada cada vez mais ao hábito e a um ambiente onde o apelo consumista leva à ingestão de alimentos gordurosos e calóricos, acarretando acúmulo de energia e desencadeando a obesidade.
De uma forma mais simplista a obesidade pode ser definida como um desequilíbrio de energia, onde a ingestão de alimentos excede o gasto de energia durante um determinado período, promovendo um balanço positivo nos estoques de energia e no peso corporal, sendo considerados os principais fatores modificáveis entre as muitas influências externas que promovem o ganho de peso.
O consumo de alimentos e bebidas representa a ingestão total de energia preparada para ser metabolizada pelo corpo, sendo a gordura o macro nutriente que fornece a maior parte da energia por unidade de peso, seguida pela proteína e carboidrato.
Os padrões de refeições variam muito entre as populações e culturas. Além disso, alguns hábitos, como fazer lanches regulares, excluir uma ou mais refeições, utilizar pratos pesados e inadequados à noite, são comportamentos alimentares que podem estar associados à obesidade.
Para o gasto de energia o corpo utiliza três componentes, a taxa metabólica basal (TMB), a termogênese dietética (produção de calor induzida pela refeição) e a atividade física. Cada componente é responsável por uma porcentagem no gasto calórico total do corpo, o que é variado de acordo com a individualidade biológica de cada um, porém diretamente relacionado com a prática diária de atividade física.
Segundo a OMS, em adultos sedentários a TMB pode representar 60% do débito total de energia, 10% representa a resposta termogênica dietética e 30% a atividade física; já em adultos fisicamente ativos a resposta termogênica do alimento permanece em 10%, mas a TMB cai para 40%, elevando para 50% o débito de energia reservado à atividade física e confirmando sua grande participação e influência no débito total de energia.
Dietas com alto teor de gordura concomitante ao estilo de vida sedentário são duas características fortemente associadas à prevalência de obesidade em todo o mundo.
Diagnóstico e prevalência do excesso ponderal

É preciso saber diferenciar obesidade, sobrepeso e composição corporal.
Freqüentemente são utilizados os termos peso excessivo (overweight), gordura excessiva (overfat) e obesidade. Cada termo assume uma freqüência e um significado diferente dependendo da situação analisada e do contexto de sua utilização.
O peso excessivo é muitas vezes confundido com gordura excessiva, o que não deveria ocorrer: a condição de peso excessivo se refere a um peso corporal que ultrapassa a média para a estatura, tendo como tolerância alguma unidade de desvio-padrão. Nem sempre é possível relacionar esse peso com gordura corporal, como por exemplo, no caso de atletas fisiculturistas, cujo peso total é representado por uma grande porcentagem de massa magra. Nesse caso deve-se optar por outros métodos mais específicos para determinar a gordura corporal, como pesagem hidrostática, pregas cutâneas e circunferências.
A World Health Organization – WHO, preconizou a utilização do índice de massa corporal (IMC), que é expresso pela relação peso (kg)/altura2(m), como um indicador que deveria ser aplicado com proposta de rastrear facilmente excesso ponderal e viabilizar comparações entre países, propondo pontos de corte para eutrofia, pré-obesidade (ou sobrepeso) e obesidade.
Outra medida utilizada para avaliar a obesidade é a circunferência da cintura (CC), como preconiza a OMS, que deve ser tomada do ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca (o ponto mais estreito do tronco) e configura um ótimo preditor da obesidade visceral em adultos.
Entre os jovens o aumento da obesidade quase dobrou nos últimos 15 anos. O peso excessivo inclui hoje 20% das crianças norte americanas e 12% dos adolescentes (OMS, 2004). Essa adiposidade em demasia entre os jovens representa um risco para saúde ainda maior quando adulto do que o obeso que foi magro em sua adolescência. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia a criança e o adolescente com peso excessivo, independente do seu peso corporal final quando adultos, apresentam riscos bem mais elevados de uma grande gama de enfermidades como adultos, do que os adolescentes com peso normal.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
As Doenças Cardiovasculares - DCVs

A mudança verificada nas últimas décadas na mortalidade de diferentes países, inclusive o Brasil, trouxe alterações no perfil dessas populações. A redução da mortalidade precoce e o aumento da expectativa de vida renovaram o interesse tambem na saúde do idoso.
As DCVs constituem uma importante causa de morte nos países desenvolvidos e também naqueles em desenvolvimento, onde o seu crescimento significativo alerta para o profundo impacto nas classes menos favorecidas e para a necessidade de intervenções eficazes, de baixo custo e caráter preventivo. A crescente incidência das DCV no último século originou uma busca incessante pelos fatores de risco associados ao seu desenvolvimento, detectando-se relação com fatores genéticos, hipertensão arterial, diabetes mellitus, hipercolesterolemia, estilo de vida e presença de excesso ponderal. Portanto várias doenças crônicas constituem por si fator de risco para as DCVs.
Nesse contexto, um dos fatores que merece destaque é a baixa prática de atividade física, o sedentarismo. Já está bem estabelecida a ocorrência de maior taxa de eventos cardiovasculares e maior taxa de mortalidade em indivíduos com baixo nível de condicionamento físico e estima-se que a prevalência de sedentarismo seja de 56% nas mulheres e 37% nos homens, na população urbana brasileira.
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